sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O primeiro amor

RELATO PESSOAL

Por Luana de Jesus Bandeira

O amor chegou de uma forma inesperada! No momento em que olhei aquele rapaz, senti algo que jamais havia sentido, muito estranho e comecei a procurar entender o que estava se passando comigo.

Alguns dias se passaram e fomos nos aproximando um do outro cada vez mais. No inicio, só nos falávamos, mas percebia que ali existia algo mais, pois quando nos encontrávamos, existia troca de olhares e muita sintonia.

Passou-se algum tempo e descobri que ele gostava de mim, então, marcamos um encontro. Eu estava muito nervosa, quando o vi chegando, minhas mãos suaram frio, minhas pernas tremiam e sentia um friozinho na barriga. Mas, venci a timidez e conversamos bastante, de repente, rolou alguns beijos e notei que com ele me sentia bem, e nem via a hora passar. Depois do primeiro encontro, vários outros aconteceram, e a cada encontro, sentia-me mais feliz ao lado dele, entre nós existia uma cumplicidade muito grande.

Depois de algum tempo, já apaixonada e envolvida, descobri que ele era comprometido e fiquei arrasada, e sabendo que não poderia mais encontrar-me com ele, decidi terminar.

Quando peguei o celular para falar com ele, senti-me muito mal, pois gostava muito dele e sabia que ele também ainda gostava de mim, porém não tinha outra saída, a não ser colocar um ponto final naquela história de amor.

Era uma decisão difícil, porém necessária, criei coragem e terminei tudo, apesar de negar que não iria sofrer com o rompimento, não queria que ele percebesse minha fragilidade, então, menti, mas ainda o amava.
Após um longo diálogo, ele disse seu último adeus com a voz trêmula, quase chorando, o que me fez ficar muito triste.

Desliguei o celular e tive a sensação de que não sentiria aquilo por mais ninguém. No entanto, o tempo passou, e como diz o ditado: “O tempo é o melhor remédio.” Uma meio verdade! Pois, pode  até ser que o tal do “tempo” cessou meu sofrimento, mas não teve o poder de fazer-me esquecer aquele amor que aprendi a amar e ao mesmo tempo esquecer.

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